sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Ainda não tem porque, sobre aquela mesa de bar. Ficou sem justificativa e precedeu o acende-apaga do isqueiro. Quantas eras nos seus olhos, com tantos encantos esquecidos. Perdeu-se nos lirismos desmedidos de rabiscos sem talento.
Preocupo-me com seu pedacinho de músculo que palpita. E tão rápido, TUN TA, so fast. Refreio o ímpeto de contê-lo nas mãos, cicatrizá-lo com uma compressa de água e sal. Temo que seja uma vontade mútua.
O avanço da madrugada faz mentes e olhos se renderem à lentidão. As janelas permanecem abertas ao vento, sinto frio. Tão distantes ainda.
Preocupo-me com vício, vontade e ciúme. Temo que esteja sozinha. Resolvo aguardar uma resposta, quem sabe um sinal de fumaça.
Talvez não veja nada, estamos em plena colheita de cana. Labaredas consomem o plantio. Consomem-se em pensamentos não esclarecidos. Fico de pé, refletindo, aguardando mais uma sessão desse espetáculo cíclico que enreda as marés.  Mas o céu nublou na planície e a Lua, envergonhada pelo descaso, se escondeu. E agora (ainda ou apenas) não sei.