Antes que eu pegasse o avião e cruzasse o oceano pela primeira vez, recebi um dos mais doces presentes literários (procurei em vão aquele texto...). Hoje, vendo o táxi partir da calçada e sabendo que seria você a cruzar o mesmo oceano, ainda que para outro continente, menti no "sem chorar", como se fosse possível segurar a saudade antecipada. Transborda.
Agora é sua vez. É sua aventura que começa num lugar estranho... Vai. Seu sucesso é certo, a torcida é forte. Doma o frio na barriga pelo desconhecido, que a surpresa é o que há de melhor a quilômetros de casa. Aproveita, sorri. Faz valer a saudade que fica.
Amanhã tem aula e quem é que vai ter preguiça de levantar e me mandar um whatsapp pedindo autorização pra dormir? Com quem vai ser o primeiro almoço do semestre? E o chocolate quente nos 30 graus do Rio? Quem vai rir comigo da dislexia do mestre, Rayara Cure? Ou planejar 20 festa pro fim de semana - e ir a todas só em pensamento, no conforto do pijama em casa? Um ano sem caramelos no DA, sem falar em tons galináceos, sem surtos no pátio do HU, sem sorvete-café e bolo no L&D... Um ano sem invasão de bolha. Será?
Foram tantas coisas, tantas Rayras, Marílias, e por mais acostumada à sobrevivência eletrônica que nossa amizade esteja, vou sentir uma falta extrema de você. Vai faltar o diálogo pelos olhos, o riso simultâneo e aparentemente inexplicável, o apoio ao choro silencioso. Resta o agradecimento por essa amizade nas terras da Guanabara, por ter você registrada nas minhas lembranças cariocas mais importantes, por ter conhecido uma futura profissional das melhores. Resta o carinho -imenso- de quem fica esperando o fim das fronteiras geográficas e deseja as melhores e mais incríveis experiências pra esse seu ano que começa agora.
Feliz ano novo! *Hug*
Dessa amiga que te ama e espera o (breve!) reencontro.
