terça-feira, 9 de julho de 2013

S.O.S.

façam saber a todas as autoridades que a saúde anuncia sua morte lenta, por trás de cortinas fechadas, leitos vazios, lençóis esticados, sem sombra de corpo.
façam público o descaso estatal e as lágrimas daqueles que esperam na porta a chance de entrar, de receber alento às dores do físico e da alma, cujos remédios estão em falta nas farmácias.
façam alarde das falácias demagógicas dos poderosos, que escondem a realidade sob tapetes espessos e discursos prolixos.
façam escândalo: a saúde faz seu último apelo, numa voz que some, dispneica, bradicárdica, agonizante.
façam todos os mais abrangentes e violentos protestos;
permanecendo a inércia, restará da saúde o silêncio.