I remember that saturday morning he told me he didn't wanna wake up anymore and I told him “Besteira“, estávamos na cama ainda. Na janela, céu cinzento e neblina, uma vista tão melancólica quanto nosso papo.
Eis que hoje acordei, num saturday morning de sol, sentindo a mesma besteira por dentro, olhos inchados com um congestionamento quilométrico de lágrimas afoitas por sair. Uma fuga em massa, uma deserção coletiva, a tripulação de um barco fadado ao naufrágio. Não aguento mais. Desde ontem à hora da sobremesa descarrego este comboio salgado sem descanso. Deixam para trás um quê de dor, como se corroessem o caminho que percorrem, tal qual gotas despretensiosas de ácido sulfúrico.
Não me pergunte por que, elas não dão explicações quando passam. São ligeiras, apressadas, dão as mãos umas às outras e vão saindo em sequência, sem parar. Planejo eu mesma pegar a estrada ainda hoje, antes que o sol baixe no horizonte e seus raios penetrem as desertoras num ângulo que me impossibilite dirigir. Vou para o meu paraíso, paz para as inconstâncias da minh‘alma e espero que o vento nordeste, que bate com cheiro de goiaba, seja concialiador e seque as fujonas de súbito.