sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Uma Noite de Verão.

Adormeceu em seu colo, num sono ébrio de reencontro. Envolveu-se em seus braços como se lhes pertencesse. Respirou. Sentiu seu corpo ser percorrido por afagos sutis, dedos passeando por poros, pêlos em contato com dedos, bailando num arrepio tímido.
Sonhou.
Ouviu ruídos longínquos. Estremeceu. Percebeu que os braços ainda a envolviam e desejavam sua presença. Desejou. Esqueceu suas angústias, suas mágoas, permaneceu quieta, inebriada pelo cuidado que lhe dispensava. A hora passou e era tempo de despedida. Afastaram-se apenas, deixando as palavras pra serem ditas apenas aos próprios egos. Despediram-se. E então, silêncio.