As mãos descompassadas
Pegam, as mãos,
o que não se move à frente
num frêmito faminto
de inércias apreciativas
e infâmias ociosas
Levam à boca
o que não alimenta viv'alma
que não sustenta a palavra
que não é necessário à existência.
Levam migalhas de fúria
ao estômago revolto
Pequenas mordaças
a uma ânsia incólume
inata.