(a um verão, por sua teimosia...)
Foste produto do ócio,
Que corroeu, cerrou e amorteceu.
Nas noites quentes de um verão sólido
Secastes ainda mais a mente vazia
Ocupaste espaço ingrato
Criaste miragem retumbante
Mas sob o Sol da cidade escaldante
Devolvo-te ao nada onde jazia.
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Estranho é pensar que foste imagem no bréu.
Escuro sem vida e bêbada miragem.
Estranho é ver o grande equívoco da vida,
e ter desejado fazer de ti uma recorrente paisagem.