refaço o caminho que já se faz conhecido.
o desconforto do ônibus e o barulho das ferragens
embalam os idos dourados da saudade.
doces Campos de Goytacazes,
terra onde sou natural
deixo em teus cálidos planos
os amores de minha vida.
rever-te em teu aroma agridoce
e nas faces anestesiadas e intermitentes,
tuas vielas me acolhem e levam para casa!
a FAMÍLIA distante, faz-se presente
em corpo à ânsia da alma!
Mas novamente em relance
deixo-te, Campos,
rumo a meus próprios planos...
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Enroscando o asfalto
um brilho "fugaz",
luzes esparsas e sonho.
Mil carros serpenteiam à noite,
longe daqui, a calma.
Noite densa, à distância admira
do alto os passos humanos,
as almas em trânsito, os rostos vazios,
malas cheias de tudo.
O infinito em palavras caladas
no assento, já quente da espera.
Silêncio de vozes, barulho de mentes,
intensa produção noturna
alimentada pelo desejo.
De chegar.