DHM, 04 anos. Pneumonia. Sibilos expiratórios à ausculta.
Diante do olhar inquisidor, afirmo: "você tem um monte de gatinhos no pulmão, rapaz".
No dia seguinte, D. me interpela:
- Posso ouvir os meus gatinhos?
Ajeito o esteto nas costas do curioso e deixo que ele ouça por si mesmo. Presta atenção.
- Você também tem gatinhos? Posso te escutar? - pergunta inocente.
Dessa vez ponho o esteto no meu precórdio. Confiro o ritmo regular e entrego pra que ele escute. Ele se concentra.
- Tá ouvindo? O som é um Tum-ta, tum-ta?
- Não - sorri o pequeno D. com a sinceridade que só as crianças possuem - Você tem um passarinho. E ele está bem!
Sorrio como posso, contendo o choro.
- O que você quer ser quando crescer, mocinho?
- Quero ser médico, igual a você.
MRAA, 24 anos, chorando na pediatria.
Diante do olhar inquisidor, afirmo: "você tem um monte de gatinhos no pulmão, rapaz".
No dia seguinte, D. me interpela:
- Posso ouvir os meus gatinhos?
Ajeito o esteto nas costas do curioso e deixo que ele ouça por si mesmo. Presta atenção.
- Você também tem gatinhos? Posso te escutar? - pergunta inocente.
Dessa vez ponho o esteto no meu precórdio. Confiro o ritmo regular e entrego pra que ele escute. Ele se concentra.
- Tá ouvindo? O som é um Tum-ta, tum-ta?
- Não - sorri o pequeno D. com a sinceridade que só as crianças possuem - Você tem um passarinho. E ele está bem!
Sorrio como posso, contendo o choro.
- O que você quer ser quando crescer, mocinho?
- Quero ser médico, igual a você.
MRAA, 24 anos, chorando na pediatria.