sábado, 27 de dezembro de 2014

A insustentável leveza do fim

2014, adeus. Me despeço sem ênclise, em flagrante desrespeito às normas que já não segui ao longo de ti.
Me despeço do amargor de janeiro, da confusão de fevereiro, das muitas cartas que escrevi (e guardei), numa caixa de rascunhos cheia de dramas de (um) amor.
Me despeço da euforia de Praga, do entorpecimento do Ibolya e do choro no aeroporto de Amsterdã.
Me despeço da fase de recuperação, do fantasma de março, e da imagem do que fui quando dos pedidos de socorro à segurança do 315 da marquês.
Me despeço enfim do que não foi como devia por motivos que eu nem sei.
Mas de tudo que foi bom, levo a sensação gostosa de um reencontro.
A introspecção de Viena,  os tambores de Istambul, aquele abraço na Nugaty e a declaração na véspera do fim. Levo os melhores sorrisos, o encontro em SP, a saudade em nova york, as visitas da família no Rio.
Levo o choro do tcc concluído, os abraços dos amigos, a confiança dOs de Sempre, a última reunião do DABB.
De recente, levo o champagne na Urca. Levo a Urca e aquela fuga numa segunda-feira de frio, a tarde em Santa Teresa, a descoberta, o desafio.
2014, quero mais dessa felicidade. Levo de ti o que ficou de mim.