quarta-feira, 18 de maio de 2011

hey, mister!

quando passa com sua perna apressada, pelas ruas que também passei. pelas esquinas mal iluminadas do bairro cosmopolita de um paraíso tropical entre a pedra e o sal, o verde e o concreto. abstrato, andando com seu violão a tira colo, dirigindo um gol preto ou portando seu estetoscópio (littmann, cardiology III). nessa rotina que é minha e que é estranha, que faz parte sem pertencer. nesses acasos, sob gotas de chuva em sábados desbotados, depois de cinemas ou fugas estratégicas ou nesses embaraços nas quartas-feiras de atraso para o ambulatório de hematologia. nas vielas desse outono que esfria, quando sopra o vento do inverno é que mais sinto sua falta. ou do seu espectro que nunca (ou pouco) tive.