domingo, 9 de março de 2014

Vamos falar sobre Johnny

Johnny, moleque precoce, nunca soube ouvir não. Qual é, João? Pra onde você vai com esse topete levantado, falando alto e erguendo a mão? Johnny sem limites. Pequeno mascote de exibição. Cerveja gelada e revistas pornô desde os 7. Assim que se faz homem, não? Quem somos nós, idosos e caretas, pra falar de educação... Solta minha mão, João! Johnny produto do meio, sociedade opressora que ainda pensa que dobra seus adversário ideológicos com força física e ameaças verbais. Macho, muito macho, pegando as menininhas, bebendo até cair, loló em fogueira de família. Não vou fazer nada, larga minha mão. Quem é você na vida? O que você já fez, João? Há dois anos..há dois anos que eu fumo todo dia.. Todo dia, todo dia. E não tem como dizer que não dá ruim, prejudica. Prejudica, prejudica. Perdi de ano e foram três mil reais, TRÊS MIL REAIS, mano! Mas te digo porque você... Você é minha irmã. Segunda eu paro.

Mas, João, irmão não agride irmão. O hematoma some. E você quando vai ficar sóbrio, João?