nos domingos de outono de quando eu for uma senhora aposentada,
com óculos de acrílico e echarpe estampada,
vou sentar à janela do apê en train de faire carinho no petit chien
vira-lata,
lendo a última (re)edição dos poemas completos de Drumond.
e se o vento bater nas folhas verdes da árvore que solitária restar na janela,
fazendo sombra no piano velho da sala,
vou lembrar de você no vapor que subir do chá de camomila quente
e sentir saudade de andar sem rumo sob o céu mais limpo
com óculos de acrílico e echarpe estampada,
vou sentar à janela do apê en train de faire carinho no petit chien
vira-lata,
lendo a última (re)edição dos poemas completos de Drumond.
e se o vento bater nas folhas verdes da árvore que solitária restar na janela,
fazendo sombra no piano velho da sala,
vou lembrar de você no vapor que subir do chá de camomila quente
e sentir saudade de andar sem rumo sob o céu mais limpo
da juventude iludida em Copacabana,
vivendo -quase- sem saber o nosso outono único.