sábado, 14 de abril de 2012

dança, reza, arte


pés descalços.
o palco é templo 
e templo é tudo
onde os pés se mexem.

carne crua
carne nua
na sapatilha de ponta
estrangulando a carne
da ponta esticada dos pés.

poetiza em passos
sintetiza no jogo
do corpo
jogado pra trás
num cambré
o grito da alma
que baila no limbo.


poesia não é
palavra.
é desejo.
a língua do corpo é
o movimento.
e a dança, sua prece.