o céu castanho de setembro
com sombras de um negrume cruento
arrasta-se dia a dia
e nem mesmo quando faz sol
e o calor alucina as retinas,
nem mesmo quando todas as extremidades
se expõe às ondas de radiação,
nem assim essa lucidez de mentira
abandona as amarras da liberdade
cativa dessa secura hiemal,
debatendo-se pela primavera que tarda.
E não chega.