domingo, 9 de novembro de 2008

UFRJ, Machado e Florbela

pós-prova não-específica da UFRJ. Não me pergunte como me sinto. FUI MUY MAL. Esperava mais de mim, mais da prova. Mas, olhando pelo lado positivo, pelo menos estou tendo a oportunidade de tentar. E, agora falando além do vestibular, quantos imploram por essa chance?
O mundo às vezes é meio injusto, dá a quem não merece...isso me dá um pouco de medo e culpa, por que me conscientizo de que estou me esforçando pouco para alcançar o que mais quero nesse instante: estar na faculdade ano que vem.
Minha cabeça está fervilhando, eu não consigo focar numa só coisa. Quero falar da redação da UFRJ, adorei o tema: o olhar sobre a normalidade/anormalidade. Gostei muuuito do meu título e das idéias que tive (citei "O alienista" de Machado e depois vi uma frase do mesmo livro na prova). Agora estou pensando em relacionamentos.
Lá vamos nós de novo ao tópico do tentar. Quantas vezes a gente investe "em algo duvidoso" e acaba descobrindo que dá errado? O que é dar errado? Se as pessoas foram felizes naquele momento, se os saldos foram positivos para ambas apesar da decepção póstuma, porque nós todos teimamos em dizer que um relacionamento que termina "deu errado"? Então o certo seria que todos no mundo se casassem e vivessem juntos e felizes para sempre? Questionamentos válidos feitos por Lóris ontem (esclarecimento, Lóris é Laura Brasil, uma das minhas melhoooooooooooooes amigas Ü ).
Acho que vou concluir minha inconclusão mental com minha querida poetisa (Florbela, óbvio):




Saudades! Sim...talvez e por que não?
Se o nosso sonho foi tão alto e forte
que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

ESquecer? Pra quê?...Ah, como é vão!
Que tudo isso amor, nos não importe
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como pão.

Quantas vezes, amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar
Mais doidamente me lembrar de ti

E quem dera fosse sempre assim
Quanto menos quisesse recordar
Mais a saudade andasse presa a mim