domingo, 5 de outubro de 2008

Instintos nunca...

Dizem que aos 18 muitas coisas mudam. Aquele papo da sociedade, sim, é verídico: as pessoas te olham diferente, apostam em você, esperam que você cumpra com prazos, promessas, promissórias. Expectativas...A dúvida não é mais permitida, o cansaço vira estresse e as pressões...por favor, não me falem de pressão... As provas definidoras estão chegando. Preciso de um isotônico, um HIPER - tônico.
Existem, aos 18, coisas que não mudam. Coisas que não mudam nunca. Instintos. A imponderabilidade mais expressiva. Nem mesmo o eu-lírico sabe descrever e conhecer aquilo que só o sub-sub-sub-consciente é capaz de planejar. Estando acordado, pensa estar dormindo; estando atento, pensa estar distraído; estando apaixonado, pensa estar preparado pra não errar de novo. E é por isso que ELES são tão perigosos pra mim, pOrque eu tenho mania de falar baixo pra não me ouvir e gritar pra me fazer acreditar. Mas só os instintos realmente sabem o que eu quero dizer quando não digo, o que tento vencer quando me calo...



Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
{Florbela Espanca - AMAR!}


pseudo-beijos